
Seja certo ou errado...você é único...

A Pessoa Errada
Pensando bem, em tudo que a gente vê, e vivencia, e ouve e pensa,
não existe a pessoa certa pra gente.
Existe uma pessoa que, se você for parar pra pensar é, na verdade a pessoa errada.
Porque a pessoa certa faz tudo certinho
Chega na hora certa,
Fala as coisas certas,
Faz as coisas certas,
Mas nem sempre a gente tá precisando das coisas certas
Aí é hora de procurar a pessoa errada
A pessoa errada te faz perder a cabeça
Fazer loucuras
Perder a hora
Morrer de amor
A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar
Que é pra na hora que vocês se encontrarem
A entrega ser muito mais verdadeira
A pessoa errada é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa.
Essa pessoa vai te fazer chorar
Mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas
Essa pessoa vai te tirar o sono
Mas vai te dar em troca uma noite de amor inesquecível
Essa pessoa talvez te magoe
E depois te enche de mimos pedindo seu perdão
Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado
Mas vai estar 100% da vida dela esperando você
Vai estar o tempo todo pensando em você
A pessoa errada tem que aparecer pra todo mundo
Porque a vida não é certa, nada aqui é certo.
O que é certo mesmo, é que temos que viver cada momento, cada segundo,
Amando, sorrindo, chorando, emocionando, agindo, querendo, conseguindo
E só assim é possível chegar àquele momento do dia
Em que a gente diz: "Graças a Deus deu tudo certo"
Quando na verdade, tudo o que ele quer.
É que a gente encontre a pessoa errada
Para que as coisas comecem realmente funcionar direito pra gente
Nossa missão:
Compreender o universo de cada ser humano, respeitar as diferenças, brindar as descobertas, buscar a evolução.
Quando a gente acha que tem todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas...
Luis Fernando Veríssimo
Paisagem Noturna
A sombra imensa, a noite infinita enche o vale...
E lá no fundo vem a voz
Humilde e lamentosa
Dos pássaros da treva. Em nós,
- Em noss'alma criminosa,
O pavor se insinua...
Um carneiro bale.
Ouvem-se pios funerais.
Um como grande e doloroso arquejo
Corta a amplidão que a amplidão continua...
E cadentes, metálicos, pontuais,
Os tanoeiros do brejo,
- Os vigias da noite silenciosa,
Malham nos aguaçais.
Pouco a pouco, porém, a muralha de treva
Vai perdendo a espessura, e em breve se adelgaça
Como um diáfano crepe, atrás do qual se eleve
A sombria massa
Das serranias.
O plenilúnio vai romper...Já da penumbra
Lentamente reslumbra
A paisagem de grandes árvores dormentes.
E cambiantes sutis, tonalidades fugidias,
Tintas deliquescentes
Mancham para o levante as nuvens langorosas.
Enfim, cheia, serena, pura,
Como uma hóstia de luz erguida no horizonte,
fazendo levantar a fronte
Dos poetas e das almas amorosas,
Dissipando o temor nas consciências medrosas
E frustrando a emboscada a espiar na noite escura,
- A Lua
Assoma à crista da montanha.
Em sua luz se banha
A solidão cheia de vozes que segredam...
Em voluptuoso espreguiçar de forma nua
As névoas enveredam
No vale. São como alvas, longas charpas
Suspensas no ar ao longo das escarpas.
Lembram os rebanhos de carneiros
Quando,
fugindo ao sol a pino,
Buscam oitões, adros hospitaleiros
E lá quedam tranqüilos ruminando...
Assim a névoa azul paira sonhando...
As estrelas sorriem de escutar
As baladas atrozes
Dos sapos.
E o luar úmido...fino...
Amávico...tutelar...
Anima e transfigura a solidão cheia de vozes...
Manuel Bandeira
Canção de Outono
O outono toca realejo
No pátio da minha vida.
Velha canção, sempre a mesma,
Sob a vidraça descida...
Tristeza? Encanto? Desejo?
Como é possível sabê-lo?
Um gozo incerto e dorido
de carícia a contrapelo...
Partir, ó alma, que dizes?
Colhe as horas, em suma...
Mas os caminhos do Outono
Vão dar em parte alguma!
![]()
Canção do Amor Imprevisto
Eu sou um homem fechado.
O mundo me tornou egoísta e mau.
E minha poesia é um vicio triste,
Desesperado e solitário
Que eu faço tudo por abafar.
Mas tu apareceste com tua boca fresca de madrugada,
Com teu passo leve,
Com esses teus cabelos...
E o homem taciturno ficou imóvel, sem compreender nada, numa alegria atônita...
A súbita alegria de um espantalho inútil
Aonde viessem pousar os passarinhos!
Mário Quintana

Escrava da Tua Pele
Ana €!¡sa
Perdida nas encostas do pensamento
Viajo e percorro o caminho do teu olhar
Teu sorriso que seduz...
Que prende e me faz perder o rumo.
Viajo e deslizo...
Nesse teu jeito sensual de ser.
Os meus sentidos vão e voltam em sonhos
Mergulham em cascatas
Perdem-se nesse querer.
Tua chegada, sempre como furacão...
Tempestuosa...esperada...amada.
Os limites de amar...de perder-se.
Você é a paixão que sempre esperei.
Que quero.
Como tempestade
Como mar
Vento...
Como céu límpido
Luar em prata
Furacão.
Como lago...
Mata selvagem
Campo florido.
Água no deserto.
Meu corpo sucumbe ao teu toque
Extasia no passeio que você faz
Delira e deseja tua boca...Sedenta.
Essa chama de paixão arde dentro de mim...
Como fogo que consome desejos e segredos.
O suor que brota na pele...
O corpo que pede e implora tesão
Arrepios que chegam e ficam...
Ardem
Latejam
Precisam.
Tuas mãos que arranham
Que tateiam
Permissivas...
Invasor.
Lágrimas que brotam sem querer
Nesse querer...de tesão...de paixão incontida.

Alguns Minutos
Ana €!¡sa
Apenas alguns minutos
Tudo que preciso...
Precisamos...
Quero...Queremos.
Alguns minutos...lado a lado
Nos braços um do outro...
No pulsar da emoção que nos aninha.
Sentir, mais uma vez, a força desse amor.
A força do calor que nos envolve
Que nos acalenta.
Uns minutos...poucos minutos...
Nossos corpos unidos
No mesmo arrepio...
Nos calafrios de nossas peles sedentas...
No desejo insano desse amor.
Minutos...
Para que recuperemos a energia perdida...
A distancia que nos impedia.
Alguns poucos minutos...
De aninhar...
Sentir...
Vibrar...
De deslizes em você.
E, se num acaso, os minutos forem demais...
Dê-me, segundos...
Apenas alguns...
Se faça presente...
Intenso...
Tempestuoso...
Como só você sabe ser...
E, se mesmo assim, desistires no caminho...
Dê-me fração do tempo
Alguns.
E vem...sentir mais uma vez...
Meu amor por você.

Namorar
Ana €!¡sa
Banco de madeira à beira-mar
Olhos perdidos na imensidão...
O mar azul...verde...claro...escuro
Tranqüilo...
Vivo.
Braço preso com suavidade em você
Como nosso amor...
Puro...
Ainda intenso...Verdadeiro...
Onde o tempo acalentou e aninhou nossos sonhos
Nossas vidas.
A vida passeando em caminhos
Perdidos e perdidas estações
Sonhos feitos e desfeitos
Arteiros beijos
Encontros e desencontros
Suaves desejos.
Braço no teu braço
Tua mão prendendo a minha
Sentimentos unidos...
Coração em compasso
A calmaria das ondas...nos embala
Enleva.
Manhã...tantas manhãs
De sol...de nuvens...de gotas
Lindas manhãs
Suaves manhãs.
Namorar
Namorados
Eternos
Absoluto nos suspiros...
Calafrios
No querer
Ter.
Banco de madeira à beira-mar
Braços em abraço
Nada mais é necessário
Nem mais importante...
Que sentir o calor do seu corpo junto ao meu
Meu namorado.
![]()
![]()


|
|
Imagens, textos, poemas e poesias são copiados da Net, respeitando-se os autores...
Se algum texto ou imagem estiver sem e você souber a autoria, escreva e serão creditados...
Obrigada...
Simples Дหα
![]()
![]()